sábado, 17 de outubro de 2009

Contra o dragão poluente, use espada-de-são-jorge

Plantas são alternativas baratas para sanear o ambiente

Cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicaram um estudo que mostra que a utilização de plantas dentro de casa pode reduzir os níveis de ozônio em ambientes fechados. Publicado na revista HortTechnology, da Sociedade Norte-Americana de Ciência da Horticultura, o trabalho mostra que plantas como a espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum) são eficazes contra o poluente.
Dados do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas corroboram os efeitos negativos da poluição doméstica na saúde do homem. Segundo o órgão, mais de dois milhões de pessoas morrem a cada ano devido à toxicidade do ar em ambientes fechados. E o número de mortes causados por problemas decorrentes da baixa qualidade do ar é 14 vezes maior em ambientes internos do que em externos.
Para simular escritórios e ambientes domésticos, os pesquisadores montaram câmaras em uma estufa equipadas com um sistema de filtragem do ar no qual as concentrações de ozônio foram reguladas e medidas. As medições, feitas a cada 5 minutos após a aplicação de ozônio, mostraram que as taxas de depleção do ozônio eram maiores nas câmeras que continham plantas.
As três espécies de plantas apresentaram a mesma taxa de redução do gás. “Como a poluição do ar interno afeta grandemente os países, o uso de plantas como método de mitigação pode servir como uma alternativa eficiente e de baixo custo”, destacaram os autores. (PA/AAN)

sábado, 10 de outubro de 2009

Marina recebe prêmio em Mônaco por ambientalismo


A senadora e potencial candidata do PV à presidência da República em 2010, Marina Silva, será homenageada hoje, no Principado de Mônaco, por sua militância ambientalista. O anúncio da escolha, mantido em segredo até anteontem — quando a informação foi divulgada por seus assessores em Brasília —, foi formalizado ontem pela Fundação Príncipe Albert II, em Monte Carlo. Marina receberá o prêmio das mãos do príncipe, durante solenidade no Fórum Grimaldi, em Mônaco. Os laureados são designados pelo Conselho de Administração da Fundação, que tem entre seus membros o diplomata, ex-embaixador nos Estados Unidos e ex-ministro da Fazenda brasileiro, Rubens Ricupero, e personalidades internacionais como o economista Muhammad Yanus, Prêmio Nobel da Paz 2006, e a ambientalista Wangari Muta Maathai, vencedora do Nobel da Paz de 2004. Em sua primeira edição, realizada no ano passado, o prêmio foi concedido ao explorador belga Alain Hubert, criador da Fundação Polar Internacional, à antropóloga britânica Jane Goodall e à ambientalista indiana Sunita Narain. “Marina apareceu tanto no quesito defesa da biodiversidade quanto quando falamos sobre o impacto da preservação da floresta sobre as mudanças climáticas. Todos consideraram seu nome emblemático para as causas em questão”, explicou ontem o vice-presidente da fundação, Bernard Fautrier. (AE)
Fonte: Jornal Correio Populart

domingo, 4 de outubro de 2009

Consciência Ambiental

Na Revista Época desta semana vem um artigo revelando as melhores empresas que lutam contra o aquecimento global e de cara explicita que “nenhuma empresa quer salvar o mundo. Elas surgem para vender seus produtos e serviços e obter lucro para sobreviver e remunerar seus acionistas”.
Empresas e indústrias com o slogan afirmando contribuir com o meio ambiente investem por uma questão comercial, uma propaganda para comercializar seus produtos. Não é novidade para nós, gestores ambientais, que a questão ambiental é estratégia de marketing, no entanto, mesmo vindo com um fundo de interesse, não podemos ignorar as vantagens que proporciona ao planeta. Quando há consciência ambiental esses estabelecimentos usam procedimentos, normas e critérios referentes à geração, condicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos. Objetivando um controle da poluição e minimizando seus impactos ambientais.
Por ser uma reportagem citando as idéias das empresas premiadas, surgem as vantagens que obviamente o meio ambiente será beneficiado, tendo certeza que responderá numa melhor qualidade de vida.
Em escala menor, a coleta seletiva cria empregos através de cooperativas de bairro. Assim, iniciativas que procuram introduzir os materiais descartados no processo produtivo, como são o caso da coleta seletiva e a reciclagem devem ser valorizados como praticas de incentivo. Não é novidade que a reciclagem mantém o sustento de famílias, onde se sentem dignas por saberem que trazem benefícios ao meio ambiente, pois, agrega valor em diversas frentes: econômica, ecológica, logística, de imagem corporativa, entre outros.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Refinaria da Petrobras em Cubatão é multada em R$ 158,8 mil

O grave acidente ocorrido na noite de 23.09, com vazamento de gases ácidos – amônia, gás sulfídrico e cloreto de amônia – para a atmosfera, que motivou o registro de mais de 120 reclamações, por odor incômodo, por parte de moradores da cidade de Cubatão, resultou na emissão de multa, em 28.09, pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB, de 10.000 UFESPs - Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, ou R$ 158,8 mil, à Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão – RPBC, da Petrobras.
Conforme a Agência Ambiental de Cubatão da CETESB, que aplicou a multa, os gases ácidos foram emitidos para a atmosfera por volta das 22h00 do dia 23.09, proveniente de um vazamento provocado pela ruptura da junta de expansão de uma das linhas pertencentes à Unidade de Craqueamento Catalítico Fluído – UFCC, em inglês – da RPBC.
Naquela noite, a Agência foi acionada pelo Plantão do Setor de Operações de Emergência da CETESB, sediado na capital, que recebeu cerca de 20 reclamações de odores de gás ácido, pela população residente em vários bairros vizinhos da RPBC – outras 100 reclamações foram registradas pela Defesa Civil de Cubatão - e se dirigiu imediatamente à empresa. No local, os técnicos da agência constataram que os odores, com características ácidas e irritantes, eram intensos e haviam sido provocados pelo acidente ocorrido na unidade UFCC, que se encontrava parada há dois dias, para manutenção geral.O que foi apurado do acidente é que uma das linhas da unidade estava passando por procedimentos de limpeza, com injeção de nitrogênio, quando ocorreu uma brusca ruptura desta tubulação, provavelmente provocada por uma obstrução causada por acúmulo de cristais de cloreto de amônio e provocando escape de gás para a atmosfera, sendo que, com auxílio dos ventos, a grande nuvem ácida que se formou se espalhou rapidamente para diversos bairros de Cubatão. Entre outras medidas preventivas tomadas pela RPBC, procedeu-se à nebulização com injeção de água no local do vazamento, procedimento mantido durante toda a manhã e parte da tarde do dia 24.09, quando se verificou que não havia mais qualquer emissão de gases para o meio ambiente.
O derramamento de água ácida que estava contida na tubulação foi recolhido com caminhões-vácuo e enviado para tanque de rejeitos. O acompanhamento pelos técnicos da CETESB teve continuidade no dia 25.09.
Segundo o gerente da Agência, Marcos Cipriano, com a penalidade de 10 mil UFESPs, foram formuladas algumas exigências técnicas com prazos definidos para cumprimento, incluindo exigências visando a recuperação da área afetada, bem como ações preventivas no sentido de evitar novos episódios semelhantes. Entre as exigências técnicas formuladas, estão apresentar relatório de testes de resistência e de manutenção da linha acidentada e das juntas de expansão ainda existentes nesta linha e se necessário, imediata substituição dessas juntas; e limpeza total de todos os equipamentos, talude, canal de drenagem, e ruas afetados pelos produtos vazados, sendo que os residuos sólidos gerados desta limpeza deverão ser armazenados atendendo a Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
Texto: Mario Senaga
Site: http://www.cetesb.sp.gov.br







domingo, 30 de agosto de 2009

Estado quer levar água do Paraíba para o Cantareira


Vazão para o sistema é alternativa para garantir o abastecimento na Região Metropolitana de Campinas, Grande São Paulo e na Baixada Santista

Venceslau Borlina Filho
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
Jornal Correio Popular
30/08/2009
Os conflitos em torno do uso da água do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento público da macrometrópole, composta pelas regiões metropolitanas de Campinas, São Paulo e Baixada Santista — podem estar perto do fim. O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saneamento e Energia, estuda reverter parte da água do Rio Paraíba do Sul para o sistema e, assim, resolver, por cerca de 30 anos, o problema do risco de desabastecimento. Mas, se por um lado, a medida põe fim à disputa, por outro, causa um novo conflito. Os representantes dos 180 municípios que compõem a Bacia do Rio Paraíba do Sul já se mobilizam para apontar razões contrárias à implantação do estudo e cobrar do Estado um posicionamento oficial sobre a medida.
A secretaria não confirma, mas cogita-se a possibilidade de reverter do Paraíba do Sul para o Cantareira, no mínimo, cinco metros cúbicos de água por segundo e, no máximo, 15. A água seria captada próximo a Guararema, no limite entre o Vale do Paraíba e a Grande São Paulo, e lançada por tubulação ou gravidade até uma das seis represas do sistema. Dali, seria usada para abastecimento dos municípios da Grande São Paulo e da Região Metropolitana de Campinas (RMC). “Isso repercute e muito no balanço hídrico da região, uma vez que essa vazão, ao contrário de todos os diversos usos da água, como a irrigação e o saneamento, vai embora e não retorna mais”, disse o vice-presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas do Paraíba do Sul (CBH-PS) e representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) subseção Vale do Paraíba, Luiz Roberto Barretti.
Para ele, a possibilidade da reversão de parte das águas do Paraíba do Sul vai contra qualquer perspectiva de “desenvolvimento sustentável”. “Ora, chegamos agora à questão da transposição para a macrometrópole paulista e passamos a refletir sobre o aspecto do desenfreado crescimento tragando cidades e regiões inteiras, engolindo as bacias hidrográficas para o seu abastecimento, num processo que tecnicamente é chamado de desenvolvimento, porém, sem contar com aquela palavrinha associada que faz a grande diferença, que é ‘sustentável’”, disse. “As discussões sobre a reversão do rio precisam passar por um processo importante no conhecimento do efetivo potencial dessa transposição, pois isso afetará a disponibilidade hídrica e a economia local numa intensidade que deverá ser avaliada com muita cautela”, completou.
Colapso

No entanto, para os municípios da Grande São Paulo e da RMC, a medida evitaria um colapso no abastecimento de água. Para se ter uma ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 2,5 mil metros cúbicos de água por ano para cada pessoa. Na RMC, esse volume não ultrapassa os mil metros cúbicos por ano, boa parte relacionado ao uso do Sistema Cantareira, que disponibiliza mais água para São Paulo do que para a região de Campinas. “Essa (reversão) é uma alternativa para a escassez de água para a RMC, provocada pela pequena vazão do Cantareira para a Bacia do PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí). Com o aumento do volume de água, a amplitude de oferta de água será maior”, defendeu o secretário-executivo do Consórcio PCJ, Dalto Fávero Brochi.
Atualmente, cerca de 31 metros cúbicos de água por segundo são liberados para a região de São Paulo, enquanto que para a região de Campinas esse valor não ultrapassa cinco metros cúbicos por segundo. Brochi ponderou, no entanto, que a medida não deverá ser suficiente diante do crescimento econômico em torno da Bacia do Piracicaba. “A demanda está crescendo e daqui quatro anos teremos que ter mais água. Por isso, já se estuda, além da reversão do Paraíba do Sul, outras medidas”, disse, referindo-se ao estudo que aponta a construção de barragens nas sub-bacias do Atibaia e Jaguari para depender menos da água liberada pelo Sistema Cantareira. “A reversão é uma medida regional. Já a construção das barragens é uma medida local. Temos que trabalhar dessa forma para não deixar faltar água”, disse.
Temor

A possibilidade de reversão de parte da água do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira causa temor em toda região do Vale do Paraíba. Entre as preocupações está a de que o rio já é fonte de reversão para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com dados do CBH-PS, são liberados cerca de 160 metros cúbicos por segundo para o Rio Guandu. A reversão é considerada a maior do Brasil e uma das maiores do mundo. Além disso, a preocupação é que, em momentos de estiagem como os ocorridos entre 2001 e 2004, a escassez de água possa prejudicar economicamente toda a região do Vale do Paraíba, composto por cidades importantes como São José dos Campos e Taubaté.Para o coordenador da secretaria executiva do CBH-PS, Edilson de Paula Andrade, várias preocupações precisam ser consideradas antes do Estado tomar alguma decisão. “Além da utilização do rio e dos períodos de seca, precisamos considerar sua questão sanitária, as questões energéticas e de abastecimento, entre outras”, ponderou. “Tenho certeza que o estudo que está sendo feito pelo Estado deve se aprofundar nessas questões. Ainda não podemos nos posicionar favoráveis ou contrários porque não temos o projeto, mas essa é uma questão que nos preocupa e precisa ser trabalhada da forma mais transparente possível.”O deputado Afonso Lobato (PV), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira, tem reunido outros deputados da região e integrantes de instituições para discutir o assunto. Após a conclusão do estudo pelo Estado, eles pretendem pedir uma reunião com a secretária de Estado de Saneamento e Energia, Dilma Pena, para avaliar a utilização do rio como alternativa para o abastecimento da macrometrópole. “A diminuição da água do Paraíba agravaria ainda mais o problema de esgotos, entre várias outras desvantagens”, disse o deputado.
Minha opinião...
O Sistema Cantareira é o maior responsável pelo abastecimento da capital do estado de São Paulo. A cidade de São Paulo não tem água para suprir sua demanda, então necessita das águas dos municípios vizinhos como já acontece atualmente.
No entanto, com o aumento da população, esse sistema já está no limite e para ter acesso à maior quantidade planejam buscar água cada vez mais distante do local de origem. O custo fica altíssimo e uma polêmica no ar de quem doa... Será que mais tarde também vão precisar de mais água?
Um olhar panorâmico da situação atual, diria que vem de uma péssima administração pública de anos e anos atrás. Imaginem a calamidade que chegou aos dias atuais. Dois rios que deveriam ser majestosos (Rio Tietê e Rio Pinheiros), porque cortam a maior parte da cidade e que um dia fora fontes de vida para os Paulistanos, hoje é coberto de sujeira.
Vejo que o planejamento da rede de esgoto, a decisões para onde mandar esse lixo, foi de uma incompetência absurda! Será que não viram que um dia a água poderia faltar? E ainda, na medida em que a população aumentaria esses rios se transformariam num esgoto a céu aberto? A cidade de São Paulo é o Cartão Postal do Brasil, no entanto, sua beleza fica incompleta na entrada. Para chegar a qualquer endereço em seu núcleo, sentimos o odor de podridão ao trafegarmos nas duas marginais de acesso: Pinheiros e Tietê.

domingo, 16 de agosto de 2009

Decisão de Marina Silva na próxima candidatura

O PT já dá como certa a decisão de Marina Silva de deixar o partido para entrar no PV e concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O conflito da senadora com o partido, segundo David Fleischer, professor de ciência política da Universidade de Brasília e integrante do conselho diretor da Transparência Brasil, vem desde sua época de atuação no Ministério do Meio Ambiente. “A senadora está muito descontente com o PT e com o presidente Lula. Ela quer um palanque para expor as suas idéias sobre a proteção do meio ambiente contra os ‘projetos desenvolvimentistas’. Ela ficou muito infeliz com as decisões contrárias do governo quando era ministra, e viu que perdia cada vez mais poder e influência na área ambiental”.

A senadora deixou o posto de ministra, que ocupou entre 2003 e 2008, após pressões pela liberação de licenças ambientais para obras do governo e disputas em torno do comando de projeto da Amazônia.

Aécio quer composição com Marina em 2010. Governador mineiro aposta em aliança entre tucanos e verdes.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta semana acreditar em uma possível aliança entre o PV, com a senadora Marina Silva candidata, e o PSDB em 2010.

“Eu vejo uma grande possibilidade de — se não for possível no primeiro turno, como gostaríamos — nós termos entendimento com o PV no segundo turno.”

O PV convidou a petista Marina Silva a trocar de legenda e entrar na briga pela Presidência da República, e a senadora entusiasmou-se com a idéia.

Aécio disse que vê a candidatura de Marina como algo positivo no processo. “Traz ao centro da discussão uma questão que na minha avaliação pessoal é fundamental para quem queira pensar o Brasil nos próximos 10, 20 ou 30 anos, que é a questão ambiental, questão da sustentabilidade.

Mais infomações

Fórum discute educação a distância na Unicamp


A inserção das novas tecnologias na educação provoca modificações no jeito de estudar e, principalmente, altera o trabalho e a atitude do professor na sala de aula. Diante dessa percepção, o Fórum Permanente de Desafios do Magistério, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), se reúne na próxima quarta-feira para discutir o tema Trabalho Docente e Educação a Distância. O evento é uma realização da Associação de Leitura do Brasil (ALB), da Faculdade de Educação da Unicamp e da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), por meio do projeto Correio Escola.
Com participação gratuita, mas que exige inscrição no site www.alb.com.br até as 18h da próxima terça-feira, o fórum será realizado entre as 9h e as 17h, com duas mesas-redondas, uma pela manhã e outra à tarde. O lançamento da revista Educação Temática Digital também está programado e deve ocorrer às 11h30. A mesa-redonda da manhã será Novas Tecnologias e Educação a Distância: Paradigmas para o Trabalho Docente Diante das Tecnologias de Informação e Comunicação. Estão convidados para a discussão os pesquisadores José Armando Valente, do grupo gestor da educação a distância da Unicamp, além de Gilberto Oliani e Rogério Adolfo de Moura, da Faculdade de Educação. À tarde, a mesa-redonda será Trabalho Docente em Educação a Distância, que contará com a presença de Onilza Borges Martins, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marta de Campos Maia, da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), e Marcelo Buzato e Marcelo Pustilnik de Almeida Vieira, da Unicamp.
“É preciso pensar quais os novos significados que a prática do professor adquire diante das novas tecnologias. Esse encontro vai ter foco nessa discussão e vai debater essas transformações”, diz o coordenador do fórum, Carlos Eduardo de Miranda, da Faculdade de Educação da Unicamp.
Dentre todos os fóruns criados pela Unicamp com o objetivo de promover eventos frequentes para atualização em diversas áreas profissionais, o Desafios do Magistério é o que mais tem público: a cada evento, são cerca de 800 participantes. Neste ano, o fórum já discutiu a avaliação de ensino e a abordagem sobre sexualidade. Em 16 de setembro, será a vez de discutir a atuação do professor no Ensino Superior.

Fonte: Jornal Correio Popular

domingo, 9 de agosto de 2009

Contaminação no solo e aqüíferos por Postos de Combustíveis


A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) mantém um Cadastro de Áreas Contaminadas no Estado de São Paulo. Os dados são preocupantes, ainda mais que desde o final de 2008 o órgão ambiental vem intensificando as fiscalizações e constando que dos 78% do número de áreas contaminadas no estado de São Paulo decorrem de problemas provocadas por instalações irregulares de estabelecimentos que possuem tanques subterrâneos de combustíveis.
Conforme dados da CETESB, dos 9.490 estabelecimentos que possuem tanques subterrâneos de combustíveis convocados para efetuar o licenciamento ambiental, 4.745 já obtiveram as Licenças de Operação, outros 3.645 estão em processo de regularização e cerca de 1.100 continuam irregulares.
Grande parte dos tanques enterrados dos postos de gasolina é construída em aço, sem revestimento, ou seja, sem proteção contra corrosão. Apenas recentemente esses tanques vêm sendo substituídos por outros mais seguros, pois a lei que exige essa conduta, para que os postos obtenham a sua licença de funcionamento, foi promulgada somente no ano de 2000. Como a maioria dos vazamentos subterrâneos de gasolina ocorre devido à corrosão nos tanques enterrados dos postos de combustíveis, pode-se afirmar que o problema é grave. O solo contaminado pela gasolina é considerado um dos maiores potenciais de risco para a qualidade da água dos aqüíferos, devido à formação das várias fases da gasolina quando em contato com o solo. Além disso, a fase vapor da gasolina pode causar explosões e incêndio sem construções subterrâneas vizinhas ao vazamento.
O enquadramento da Lei se baseia na Resolução 273 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) de 2000. As áreas contaminadas são descobertas depois que é feita uma investigação de passivos ambientais. A investigação faz parte do processo de Licenciamento.



Ao verificar que o Posto não esta em conformidade com a qualidade do combustível, e não iniciou a reforma que interrompe a contaminação ambiental, é fechado e aplicado multa de até 250 Ufesps (unidade Fiscal do Estado de São Paulo) diárias. Cada Ufesp equivale a R$ 15,85.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cientistas propõem novo acordo de emissões de gases-estufa para isentar pobres


Se os países ricos e os pobres falharem em chegar a um acordo sobre como reduzir emissões de gases-estufa no fim deste ano, em Copenhague, não terá sido por falta de criatividade. Um grupo de pesquisadores acaba de propor um método para dividir de maneira equitativa a responsabilidade pelo corte. Basta limitar as emissões dos ricos, onde quer que vivam.
A proposta é apresentada hoje pelo grupo de Stephen Pacala e Robert Socolow, da Universidade de Princeton, na revista "PNAS". É um estudo que propõe uma nova distribuição de metas de corte de emissões num novo regime de proteção ao clima.










sexta-feira, 10 de julho de 2009

Reunião do G-8

O grupo do G-8 se reuniu com países emergentes do G-5 para discutir a redução das emissões de gases que causam o aquecimento global. Houve divergência e a decisão pode ser tomada no ano que vem.


terça-feira, 7 de julho de 2009

Adeus a Michael Jackson


Michael Jackson.


Quando o vi pela primeira vez na TV, senti uma compatibilidade extrema, soube de cara compreendê-lo. Acho que temos histórias parecidas.

Nunca tive, nem de longe, a quantidade de dinheiro que ele teve, no entanto, falo de essência, do ser interno que vem da nossa existência como ser humano.
Não acreditei das acusações que vieram à mídia, nunca estive em seu show. Uma pena! Foi falta de oportunidade, que agora sinto uma perda considerável com a sua morte. Michael é um ser insubstituível. Não há nada parecido em nosso planeta. As imitações não chegam a sua altura e quem o faz, não é perfeccionista a ponto de assemelhá-lo.
Sentirei saudades, assim como todos os fãs do mundo... Só resta um conforto... Que de onde estiver tenha tranqüilidade, leveza e harmonia, já que entre nós, esses sentimentos não foram possíveis em sua vida.

Adeus!





segunda-feira, 29 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Protocolo de Kyoto


Foi realizado em dezembro de 1997, em Kyoto, no Japão, a terceira conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima, com a presença de representantes de mais de 160 países. Teve os seguintes objetivos: a) fixar compromissos de redução e limitação da emissão de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa, para os países desenvolvidos; b) trazer a possibilidade de utilização de mecanismos de flexibilidade para que os países em desenvolvimento possam atingir os objetivos de redução de gases do efeito estufa.


Resumindo... É um acordo internacional que estabelece metas de redução de gases poluentes para os países industrializados. O protocolo foi finalizado em 1997, baseado nos princípios do Tratado da ONU sobre Mudanças Climáticas, de 1992.


O mercado de CERs - Certificados de Emissões Reduzidas anda em franca expansão no Brasil. Espera-se que os países da UE estabeleçam um acordo paralelo ao protocolo global, assinado em 1997, no Japão. Com isso, o comércio dos CERs junto às nações em desenvolvimento e os critérios acumulados até então estarão assegurados. O mundo começará a sofrer os efeitos do aquecimento do clima, e tanto consumidores quanto o mercado, darão preferências para empresas que se preocuparem com as questões ambientais
A meta são que países industrializados se comprometeram em reduzir, até 2012, as suas emissões de dióxido de carbono a níveis pelo menos 5% menores do que os que vigoravam em 1990. A meta de redução varia de um signatário para outro. Os países da União Européia, por exemplo, têm de cortar as emissões em 8%, enquanto o Japão se comprometeu com uma redução de 5%. Alguns países que têm emissões baixas podem até aumentá-las.


Crédito de Carbono
O comércio de emissões consiste em permitir que países comprem e vendam cotas de emissões de gás carbônico. Dessa forma, países que poluem muito podem comprar "créditos" não usados por aqueles que geram pouca poluição. Depois de muitas negociações, os países agora podem ganhar créditos por atividades que aumentam a sua capacidade de absorver carbono, como o plantio de árvores e a conservação do solo.



Brasil
O acordo diz que os países em desenvolvimento, como o Brasil, são os que menos contribuem para as mudanças climáticas e, no entanto, tendem a ser os mais afetados pelos seus efeitos. Embora muitos tenham aderido ao protocolo, países em desenvolvimento não tiveram de se comprometer com metas específicas. Como signatários, no entanto, eles precisam manter a ONU informada do seu nível de emissões e buscar o desenvolvimento de estratégias para as mudanças climáticas. Entre as grandes economias em desenvolvimento, a China e Índia também ratificaram o protocolo.



Por que os Estados Unidos ficaram de fora do acordo?

O presidente George W. Bush retirou-se das negociações sobre o protocolo em 2001, alegando que a sua implementação prejudicaria a economia do país. O governo Bush considera o tratado “fatalmente fracassado”. Um dos argumentos é que não há exigência em relação aos países em desenvolvimento, para que também diminuam suas emissões. Bush disse ser a favor de reduções por meio de medidas voluntárias e novas tecnologias no campo energético.


sábado, 13 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pacto pela Restauração da Mata Atlântica

Organizações ambientalistas, universidades, empresas e governos assinaram no dia 07/04/2009, em São Paulo, o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, que tem o objetivo de incentivar o uso econômico de áreas degradadas da floresta para tentar recuperar 15 milhões de hectares de sua vegetação até 2050. Hoje, restam apenas 7,26% da mata no país (de 1,36 milhões de quilômetros quadrados no total). Outros 13%, seriam fragmentos em diferentes estágios de conservação, que necessitam de ações de proteção. Com a restauração pretendida, essa parcela saltaria para aproximadamente 30%. A Mata Atlântica abriga 60% das espécies ameaçadas de extinção no Brasil. Atualmente, vivem nela 122 milhões de pessoas.
O desmatamento da Mata Atlântica teve início nos séculos XVI e XVII quando valiosas madeiras nobres, ideais para a construção naval e indústria moveleira, eram enviadas para a Europa. Entretanto, a maior parte do desmatamento ocorreu nos últimos cem anos. Hoje, algumas áreas de florestas ainda estão sendo derrubadas para o plantio de soja, cana-de-açúcar, pinus e eucaliptos, além da pecuária e do comércio ilegal de madeira.
A expansão das cidades e o desenvolvimento do litoral transformaram a vasta floresta na região mais densamente habitada e industrializada da América Latina. Apenas no Brasil, 70% da população (mais de 130 milhões de pessoas) reside na Mata Atlântica. Preservar o que resta da Mata Atlântica é uma prioridade de conservação global e um desafio urgente.

Enquanto na Amazônia...

No Dia 04/06/2009, representantes do movimento Amazônia para Sempre, os atores Victor Fasano e Christiane Torloni, pediram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a criação de um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ambiental. Eles entregaram ao presidente o manifesto Amazônia para Sempre que reúne mais de um milhão de assinaturas pedindo a preservação da floresta.

domingo, 7 de junho de 2009


Olha o meu priminho Gabriel dirigindo um Kart movido a Energia Solar. Isso é Lisboa em Portugal. Parece que lá a consciência ambiental chegou há mais tempo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente.



A meio a tantos desgastes, exploração e poluição, a data serve como um momento de reflexão sobre os impactos que o homem vem causando na natureza e as ações que podemos tomar para melhorar a nossa relação com a Terra.

A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também decretou no território nacional a Semana Nacional do Meio Ambiente.

Veja as programações em algumas cidades:

· Programação hoje em Campinas

1. Entre peças teatrais, exposição, palestra e caminhada, o show musical de Tatiana Rocha, marcado para as 14 horas na Estação Guanabara (Rua Mário Siqueira, 829, Jardim Guanabara) e aberto ao público é um dos destaques.

2. Também como atividade de educação ambiental, as cooperativas de reciclagem Antonio da Costa Santos, no Jardim Satélite Íris, e Reciclamp, abrem suas portas para receber as comunidades das regiões onde estão situadas e explicar todo o processo de trabalho desenvolvidos por elas.

3. Integrantes da Defesa Civil promovem, na Unimed, palestra sobre Estiagem, com orientações sobre procedimentos e riscos. Crianças que estiverem em visita ao Bosque dos Jequitibás poderão participar da Tenda do Saber que, por meio de materiais auto-explicativos trará reflexões sobre o desmatamento e o tráfico de animais.

A programação completa da Semana pode ser acessada no banner Semeia Campinas 2009, no portal www.campinas.sp.gov.br .

· Programação em São Paulo

Várias atividades tentam conscientizar as pessoas da importância de preservar a natureza.

Neste sábado, dia 6, o viveiro Manequinho Lopes, no Parque Ibirapuera, reforça sua vocação para semeador. A Prefeitura, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, lança a Campanha de Arborização Permanente, estimulando o paulistano a plantar e cuidar de suas árvores.

No local haverá também exibição de vídeos sobre a fauna silvestre paulistana, promovida pela Divisão de Fauna da Secretaria do Verde. As atividades começam a partir das 9h30 e o ponto de encontro é o galpão do viveiro.

Programação:
9h30 - apresentação do coral da Escola do Auditório

10h - lançamento da Campanha Permanente de Arborização e lançamento do livreto do Viveiro Manequinho Lopes

10h30 - início das visitas monitoradas 10h às 16h - Projeção de vídeos sobre a fauna silvestre "A Atuação da Divisão de Fauna" "Projeto Bugios - Reintrodução" Audiovisuais sobre aves da Cidade

(Sessões a cada hora)

Local: Viveiro Manequinho Lopes

Endereço: avenida IV Centenário, s/nº, Portão 7 A, no Parque Ibirapuera

Universidade Anhembi Morumbi

Entre os dias 1º e 5 de junho, a Diretoria de Responsabilidade Social realiza a Semana do Meio Ambiente, cuja programação contempla os campi Centro, Avenida Paulista e Vila Olímpia. Os objetivos das ações durante o período são sensibilizar e conscientizar os alunos e visitantes em geral sobre a importância da adoção de práticas sustentáveis para a preservação do planeta.

Além de palestras, está prevista uma mostra de vídeos. As exibições dos filmes ocorrem todos os dias da Semana do Meio ambiente, nos campi Vila Olímpia e Centro, das 8h às 22h. As obras apresentadas serão Naturalmente Bela Serra, Trilhas do olhar e Petar Natureza Paradisíaca, todos de Malouh Gualberto; Conheça o Vale do Ribeira, de Aparecido M. Lima; e Caminho Fractal, de Fernando Aznar.

A participação nas atividades é gratuita.

Semana do Meio Ambiente
Data:
1º a 5 de junho de 2009
Horários: manhã e noite
Locais: campus Vila Olímpia (Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia), campus Centro (Rua Dr. Almeida Lima, 1.134 – Brás) e campus Avenida Paulista (Avenida Paulista, 2.000 – Bela Vista)

· Programação em Jundiaí

O prefeito Miguel Haddad deverá aproveitar o evento para oficializar a “Ação Consorciada Pró Serra do Japi”, anunciado há cerca de um mês, com os demais municípios que detêm parte na serra. O consórcio tem como objetivo ampliar a preservação e a proteção do local por meio de ações conjuntas entre as cidades. As atividades prosseguem nos dias 5 e 6 com programação voltada às questões ambientais, como exposições, encenações e palestras.

AGENDA DO MEIO AMBIENTE

Paineiras Center

Distribuição de plantas: até sábado, Paineiras e Ong Mata Ciliar comemoraram a Semana do Meio Ambiente com distribuição de plantas nativas. Quiosque fornece informações sobre o trabalho da ong e vende produtos feitos com material reciclado. Endereço: avenida 9 de Julho, 1.155

Distribuição de mudas

Icon Diagnóstico por Imagem fará distribuição de mil mudas na quinta-feira, nos semáforos da cidade. Endereço: avenida 9 de Julho (8h), rua Pirapora (12h) e avenida Jundiaí (17h)

Senador Eduardo Suplicy

EE Bispo D. Gabriel Paulino Couto : quinta-feira, às 20h, a escola recebe o professor e arquiteto Jörg Spangenberg para apresentação sobre florestas urbanas. Amanhã, às 16h, é o encontro entre Ongs e ambientalistas que atuam no entorno da Serra do Japi. Suplicy participa e aborda o tema Meio Ambiente e Cidadania Endereço: rua do Retiro 680

Campo Limpo

Sarau Caminho Verde: quinta-feira, às 19h30, no Centro Cultural da Thyssenkrupp. No sábado, das 9h às 21h é a mostra fotográfica Serra dos Cristais - Gabor Nemes, com venda de artesanatos. Às 11h tem abraço simbólico no Rio Jundiaí; das 15h às 21h apresentações do Grupo de Dança Conviver, de roda de capoeira, maculelê, kung fu, teatro, grupo de maracatu, hip hop, Grupo de Sapateado do Espaço do Sapateado de Jundiaí, Grupo de Percussão da Thyssenkrupp Banda Maracabeça etc. Endereço: avenida Alfried Krupp, 1.025

sábado, 23 de maio de 2009

Mercúrio (elemento químico)


Quem é exposto aos vapores invisíveis despreendidos do Mercúrio, aspiram sem perceber quando manuseiam de maneira incorreta. Ele entra no organismo através do sangue, instalando-se nos órgãos.
O mercúrio metálico ou elementar, no estado de oxidação zero (Hg0), existe na forma líquida à temperatura ambiente, é volátil e liberta um gás monoatómico: o vapor de mercúrio. Este é quimicamente estável, podendo permanecer na atmosfera por um longo período de tempo, onde sofre oxidação e origina os compostos inorgânicos (compostos mercurosos e mercúricos).
O vapor de mercúrio presente na atmosfera é, eventualmente, convertido na forma solúvel em água e retorna à superfície terrestre nas águas da chuva. A partir daqui duas importantes mudanças químicas podem ocorrer. O metal pode ser reduzido novamente a vapor de mercúrio e retorna à atmosfera ou pode ser metilado pelos microorganismos presentes nos sedimentos da água, incluindo a água doce ou do mar.

Compostos

Os sais mais importantes são:

  • Fulminato (Hg(CNO)2): usado como detonante. É muito corrosivo e altamente venenoso.
  • Cloreto de mercúrio (I) ou calomelano (Hg2Cl2): composto branco, pouco solúvel em água. Tem-se usado como purgante, antihelmíntico e diurético, e o cloreto de mercúrio (II), ou sublimado corrosivo, empregado como desinfetante. Foi o primeiro remédio eficaz contra a Sífilis.
  • Sulfeto demercúrio ou cinábrio (HgS): mineral de cor vermelho púrpura, translúcido, utilizado em instrumental científico, aparatos elétricos, ortodontia, etc.
  • Timerosal (COO-Na+(C6H4)(S-Hg-C2H6)): usado como agente bacteriostático análogo ao merthiolate.
  • Mercúrio vermelho. Provavelmente usado na fabricação de bombas sujas.

Aplicações:
Seu uso mais antigo, desconsiderando a sua aplicação na mineração do ouro e da prata, foi na fabricação de espelhos, ainda usado atualmente. Também é utilizado em instrumentos de medidas (termômetros e barômetros), lâmpadas fluorescentes e como catalisador em relações químicas. É utilizado na indústria de explosivos e em odontologia como elemento principal para obturação de dentes. Atualmente foi substituído nos tratamentos dentários pelo bismuto que apresenta propriedades semelhantes, porém ligeiramente menos tóxico.

Risco à Saúde:
Geralmente quem foi intoxicado pelo vapor do mercúrio pode apresentar sintomas como dor de estômago, diarréia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes moles com inflamação e sangramento na gengiva, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Mas pode contaminar-se também através de ingestão. No sistema nervoso, o produto tem efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração.

Intoxicações mais severas podem levar a inumeros problemas neurológicos graves, inclusive paralisias cerebrais.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Destinação das Lâmpadas Fluorescentes


O que você faz com as Lâmpadas Fluorescentes queimadas?
No Brasil já existem empresas especializadas em descontaminar lâmpadas e eu represento uma delas.

Um mundo mais saudável e menos poluído é um dos maiores desafios da sociedade contemporânea, e um dos princípios que norteiam as atividades da Naturalis Brasil, empresa especializada na descontaminação de lâmpadas fluorescentes.
Somente uma correta política ambiental, apoiada em projetos sérios pode poupar a população desta ameaça. Alguns países da Europa, os Estados Unidos e o Japão já adotam precauções neste sentido junto a seus governos. No Brasil, leis ainda estão em andamento, porém muitas empresas, organizações e órgãos públicos já vêm escolhendo o descarte ecologicamente correto como procedimento industrial comum em sua política de meio ambiente. Com isso, cerca de 10 milhões de lâmpadas fluorescentes são descontaminadas anualmente e têm seu resíduo levado para reciclagem.

Leonice Costa Dias
Gestora Ambiental
Celular: (19) 9731-6824

NATURALIS BRASIL DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS
Site: www.naturalisbrasil.com.br
Fone: (11) 4496-6323

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quadro no Fantástico


Quem assistiu o Fantástico deste domingo (03/05), viu o quadro que mostra uma família comum em sua rotina doméstica. Observou-se como a família brasileira desperdiça onde deveria ter consciência de contenção e de reaproveitamento.


O programa está de parabéns em mostrar um modelo familiar que representar muitos lares no país, pois, estamos passando por uma fase de crise mundial e fica claro (numa visão geral) que muitas famílias não estão praticando métodos que contribui na economia doméstica. Muito menos em conter os gastos rotineiros pensando na recuperação do Meio Ambiente.

O modelo mostra a imprudência dos gastos domésticos e analisa um comportamento relativamente desperdiçador, no qual de primeiro impacto, não há indício de uma família endinheirada. Isso serve como alerta. Note-se que há muito desperdício domiciliar e não importa a classe social.

A família modelo do programa, não está sozinha. Infelizmente! Há um grande número de pessoas que não reciclam seus resíduos, o que deveria ser comum entre todos, porque existem incentivos e avisos vindo de vários veículos de comunicação, principalmente de revistas, jornais e televisão. No entanto, é perplexo ver que são poucas as pessoas que têm o habito de selecionar seus resíduos para a coleta da reciclagem.

Já no caso da água, é outro item que precisa imediatamente parar com o desperdício. Se o homem não se educar e não mudar os seus hábitos, teremos escassez de água tão logo do que deveria acontecer.

Fica aqui um conselho: selecionar os resíduos domésticos (lixo), é o básico nos dias de hoje. Isso é só uma ponta do Iceberg perto do que deveríamos contribuir para um mundo sustentável.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

“Bambu” - Uma alternativa para a substituição da madeira tradicional


Na minha ida a universidade estadual de campinas (Unicamp), conheci a pesquisa sobre o Bambu. Nele há a possibilidade de uso na fabricação de móveis, pisos, ornamentos e construção de casas.
Quem esta a frente das pesquisas é o professor Vicente Guillermo Noriega Moreno, nascido em Quito, vive no Brasil desde o começo dos anos 60. Hoje, aos 73 anos, o pesquisador vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp se dedica a difundir um conceito de moradia muito comum nos países orientais e andinos, mas completamente ignorado no Brasil. A seu ver, a arquitetura brasileira carrega o ônus histórico da colonização européia, e adota metodologias apropriadas a países frios. Se recorresse ao bambu abundante, fala, o País gastaria pouco e garantiria casa para a população inteira. "O custo de uma obra cai pela metade”, diz.
Há centenas de espécies de bambu. Mas uma delas — a guadua, nativa dos Andes, é a mais apropriada para a construção. Na Colômbia e no próprio Equador, diz, ela é usada como matéria-prima de casas, pontes, passarelas e galpões. Além de imóveis confortáveis, termicamente protegidos, o bambu serve para recuperar terrenos degradados. O guadua trançado tem a capacidade de conter taludes. As raízes poderosas são eficientes no reflorestamento ciliar e na recuperação de áreas erodidas.
No Brasil, a maior concentração do guadua está no Acre. A proximidade com o solo vulcânico dos Andes faz com 38% do território do Estado esteja coberto com a espécie. Apesar da fartura, no entanto, o bambu é desprezado. Por aqui, o uso da planta se limita basicamente à fabricação de instrumentos musicais e cestaria. "É mais que tempo de nossos governantes e pesquisadores voltarem a atenção às tribos indígenas, que há séculos exploram a potencialidade do guadua" , fala.
Em Campinas, a espécie é cultivada pelo Instituto Agronômico (IAC). Ali mesmo, ao lado do Quarentenário da Fazenda Santa Elisa, o professor comanda a construção de um quiosque com o bambu guadua, coberto de sapé. Será um ponto de encontro de estudantes que visitarem o IAC. Um dos construtores especializados na arte do bambu, Leandro da Costa Pereira, aprendeu os macetes com Noriega. Ontem, ele usava o material para montar a hélice do cata-vento imenso, na frente do departamento.
Mas o guadua também vai ser atração do Parque Linear do Ribeirão das Pedras, projetado para existir ao redor do Shopping Parque D. Pedro, no Jardim Santa Genebra. No local, será erguida a sede do Instituto Latino-Americano de Artes e Ofícios Ambientais (ILAOA), fundado pelo próprio Noriega em 2003, e que reúne arquitetos e ambientalistas. O projeto, no papel, espera dinheiro para ser executado. Apesar do reconhecimento internacional, no entanto, o professor admite que a alternativa enfrenta oposição no Brasil. Os governantes e a própria indústria, explica, são resistentes à difusão da metodologia simples, barata e renovável de construção.
Para conseguir patrocínio e viajar ao Equador, ele já agendou encontros com secretários municipais de Cooperação Internacional e Meio Ambiente.


Dados sobre o Professor Vicente, coletados no Jornal Correio Popular (12/04/2009)

sábado, 28 de março de 2009

Hora do Paneta


Hoje às 8:30 horas alguns países irão apagar as luzes em prol do planeta, um ato simbólico para sensibilizar sobre os problemas ambientais do mundo, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global. Esse ato terá a duração de 1 hora.
Participe, deslique tudo neste horário.
Para não ser tão desagradável, você pode participar diminuindo seu consumo neste horário desligando todos os aparelhos excedentes, e deixando apenas um ligado. Reúna toda a família para uma programação conjunta. Exemplo: todos da casa podem assistir o mesmo programa usando apenas um televisor ligado. Claro que todas as luzes da casa devem ser delegadas.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dia Internacional da Água (22/03)


Ontem comemorou o Dia Internacional da Água, motivo de reflexão para a humanidade, já que mesmo falando da possibilidade de faltar água em um futuro próximo, ainda acontece muito desperdício em vários cantos do mundo.
O consumo diário médio de água por pessoa nos grandes centros urbanos brasileiros oscila entre 250 a 400 litros. O volume é mais que o dobro do considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) fixado em 110 litros/dia.
Só cinco países no mundo apresentam um nível de consumo de água per capita previsto pela ONU: Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Hungria e Portugal. Os resultados alcançados por esses países são fruto da conjugação de tecnologia com informação, educação ambiental e re-educação da população adulta.

Solução para o desperdício

Um caminho a ser seguido pelo Brasil para reverter o alto nível de desperdício de água no país, poderia começar pelas crianças. Seria indicada a necessidade de que a disciplina de educação ambiental passe a fazer parte da grade curricular das escolas de ensino fundamental. Outra forma de reduzir o desperdício há uma série de dicas, como os banhos mais curtos, uma vez que o chuveiro responde por 46% do consumo de água dentro de uma casa, também ao fazer a limpeza de utensílios de cozinha, deve-se usar pouca água e muito sabão e bucha, lembrando que as torneiras e misturadores respondem por 14% do consumo domiciliar. Outra dica é escovar os dentes com a torneira fechada.

video

domingo, 8 de março de 2009

Homenagem ao Dia da Mulher


Mulheres

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversario ou um novo casamento.
Pablo Neruda
Origem da data
O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher.
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.
Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

terça-feira, 3 de março de 2009

Mudança climática muda o habitat de muitas pessoas


O provável desaparecimento de pequenas ilhas do Pacífico e as Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, por causa do aumento do nível do mar e a desertificação de regiões semi-áridas podem deixar milhares de pessoas sem pátria.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) estuda estratégias de proteção aos chamados “refugiados do clima”, que deixam seus locais de origem por causa do impacto das mudanças climáticas, como elevação do nível dos mares e aumento da intensidade das secas. De acordo com números da ONU, as mudanças climáticas devem forçar o deslocamento de cerca de 50 milhões de pessoas na próxima década. A maior parte dos refugiados de catástrofes ambientais migra dentro dos países, segundo o Acnur. O representante do Acnur cita a Amazônia como um dos possíveis cenários de refugiados ambientais, pela possibilidade de eventos climáticos que provoquem desertificação, desaparecimento de espécies e perda de diversidade biológica.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Reciclagem de cadernos usados


‘Volta às aulas consciente’

A Kalunga promove campanha inédita em suas lojas. Cada quilo de caderno usado vale R$ 0,35 na compra de cadernos novos e do papel Chamequinho.
Conceitos de cidadania e respeito ao ambiente podem ser aprendidos em todo lugar, a qualquer hora, seja em ações mais sofisticadas, com selo e carimbo oficiais, seja nas mais simples, como numa compra de material escolar. Este último exemplo vem da Kalunga que está promovendo em suas 45 lojas um trade-in inédito, com a proposta de contribuir para a preservação da natureza. Até 30 de março, um quilo de cadernos velhos garante um desconto de R$ 0,35 na compra de cadernos novos e do papel cortado Chamequinho, produzido pela International Paper (IP).
O material arrecadado é vendido ao aparista, que o encaminha para a reciclagem. O arame da espiral vira sucata de metal, enquanto o miolo (a parte mais nobre) e a capa dão origem à massa de celulose e, posteriormente, a novos cadernos. Esse procedimento, indiretamente, contribui para a preservação da natureza, pois vai impedir que novas árvores sejam cortadas. “Nosso cuidado é alertar o cliente e o público em geral para a importância da preservação da natureza; é criar no cidadão uma consciência ambiental; daí o slogam da campanha ‘Volta às aulas consciente’”, comenta Paulo Garcia, diretor de marketing da Kalunga.
Com esta promoção, a Kalunga também ajuda, indiretamente, a ala­vancar a indústria da reciclagem, uma das que mais crescem no País. Embaladas pelas campanhas ambien­tais, várias empresas estão se voltando para esse importante segmento. Para se ter uma idéia, pro­dutos reci­clados ganham cada vez mais espaço no mercado, tanto que nas lojas da Kalunga estão entre os que mais crescem em vendas. No último ano, as vendas de material proveniente da reciclagem (cadernos, agendas e papel cortado) cresceram em torno de 150%.
Na Kalunga, além desse material, o usuário encontra linhas completas de cadernos produzidos pela Spiral do Brasil para atender a um público de 0 a 80 anos. Linhas “Pé de Moleque”, “Pop Pet”, “Moran­guinho” e “Senninha”, para a turma do pré-primário e primário; e “Imagem & Mensagem”, “For Girls”, “Femmina”, “Hard Cover Music” e “Sepultura”, para o público adolescente e universitário. O papel Cha­me­quinho, para copiar e escrever, um dos mais solicitados no volta às aulas, integra o elenco de papéis cortados produzidos pela International Paper, um dos principais parceiros da Kalunga. Sack (serviço de atendimento ao cliente Kalunga) fone: (11) 3346-9966 ou 0800 0195566
Site: http://www.kalunga.com.br/

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Aquecimento Global


Como acontece:

Ao ser liberado na atmosfera, o gás carbônico forma uma película em volta da terra que absorve a energia do sol não deixando o calor voltar ao espaço. Isso é o efeito estufa.
Para impedir que a película protetora engrosse e a terra esquente muito, as plantas quebram as moléculas de gás carbônico, liberando oxigênio e armazenando o carbono. Mas esse equilíbrio foi destruído graças à ação humana.
Quando as árvores morreram, o gás carbônico ficou livre para formar a camada que impede que o calor volte para o espaço.
Depois deste lembrete... Fica a consciência de cada cidadão, em impedir que mais florestas sejam destruídas. Temos que proteger a mata atlântica, a mata amazônica e as áreas de proteção permanente. Atualmente existem muitos anúncios de condomínios com localidades próximas ou dentro de APP (área de proteção permanente), saibam que há sempre uma infração ambiental envolvida a este seguimento. Ou ignoram os habitantes silvestres das áreas, ou acabam aterrando as nascentes do local. Mesmo com a enganação de que vão arborizar todos os canteiros, construir praças verdes, não há como preservar a fauna existente. Por mais que estão infligindo a Lei, sempre há um empreendimento sendo construído nessas áreas. (Tem um filme que retrata bem este tema: Os Sem Floresta).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Carros Ecologicamente Corretos

MiniC.A.T.

Trata-se de um carro movido à ar comprimido, provavelmente o sonho dos ecologicamente corretos, para isso basta usar uma compressor de ar também verde.






GM EV1
Carro Elétrico

REVA/G-WIZ

Carro Elétrico




ZAP Xebra

Carro Elétrico



Tango

Possui um motor elétrico. É a solução (quase) perfeita para as grandes cidades, porque oferece o tamanho de uma moto. Pouco mais de 2 metros e meio de comprimento e menos de 1 metro de largura, com a segurança e desempenho de um esportivo. Chega de 0 a 100 em 4 segundos e passa de 240km/h.







Investigações Ambientais


MP investiga hotel por crime ambiental no AM

Informações tiradas do Jornal Correio Popular


Um hotel de luxo na selva amazônica, às margens do Rio Negro, é investigado pelo Ministério Público Federal do Amazonas por crime ambiental. De acordo com a denúncia investigada pela Procuradoria da República em Manaus, o Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers, localizado a aproximadamente 60 km a oeste de Manaus, está despejando lixo e queimando resíduos na beira do Rio Negro, em área de preservação permanente.
O empreendimento foi construído com uma proposta ecológica. Hoje, ele conta com 360 apartamentos construídos sobre palafitas, na altura da copa das árvores. Um pacote de três dias chega a custar R$ 2,5 mil. Entre os hóspedes que já estiveram no hotel, segundo Bernardino, estão o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, o rei espanhol Juan Carlos e o fundador da Microsoft, Bill Gates.
O dono do Ariaú, Francisco Rita Bernardino, nega que o hotel despeje lixo no rio Negro. Diz ainda que não foi comunicado da investigação no Ministério Público Federal. “Aqui o que mais conservamos é a selva. Ele [O hotel] foi todo construído sem cortar uma árvore”, diz. Segundo Bernardino, “o Ministério Público Federal não foi lá ainda”. “Quando for, ele vai verificar que não existe lixo lá.” Bernardino diz que não há como ter garrafas descartadas pelo hotel porque um barco passa por toda a região comprando as já usadas. Sobre a falta de licenciamento ambiental informada pelo Ipaam, ele diz que a não renovação foi provocada por se recusar a pagar uma taxa, considerada alta. Segundo ele, já houve um acordo em relação à taxa a ser paga ao Ipaam e a renovação deverá ser feita até a próxima semana. (Folhapress)



UFPR é multada por dano em área de preservação


Centro de pesquisas teria lançado esgoto em canal no Litoral do estadoUm centro de pesquisas marítimas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi multado em R$ 120 mil por danos ambientais. Entre os principais financiadores de projetos do Centro de Estudos do Mar (CEM) estão o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq ) e a Petrobras. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aponta que, entre outras irregularidades, a unidade do CEM em Pontal do Paraná, no Litoral paranaense, lançou irregularmente esgoto em um canal e depositou substância nociva à saúde humana em uma área de preservação permanente.
O pró-reitor de Administração da UFPR, Paulo Krüger, diz que o centro de pesquisas já deu início às medidas recomendadas pelo IAP, mas que irá recorrer das multas. “As obras de regularização já estão todas sendo verificadas. Faremos nossa defesa. O CEM é um órgão que está ali para manter e preservar. Seria o último a fazer propositadamente um mal ao meio ambiente.” (Folhapress)



SP dá diesel a pescador que tirar lixo


Cada quilo que for retirado do mar será trocado por um litro de combustívelA Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo anunciou o lançamento, na próxima semana, de um projeto que oferecerá vale-combustível a pescadores que entregarem o lixo recolhido do mar por suas redes. Cada quilo de lixo retirado do mar, segundo a secretaria, vai poder ser trocado pelos pescadores por um vale que dará direito a um litro de diesel. Os vales vão poder ser trocados em postos da rede Petrobras, parceira da Secretaria de Estado do Meio Ambiente no projeto, que tem o nome de Lixo na Rede. De acordo com a secretaria, os pescadores vão passar por capacitação para poder desenvolver o trabalho. Cada embarcação ainda receberá dez sacos reaproveitáveis com capacidade para cem litros, onde os resíduos retirados do mar deverão ser depositados. O projeto vai começar a ser desenvolvido em Ubatuba (224 km de São Paulo), no Litoral Norte do Estado. Serão três pontos para o desembarque do lixo (Ilha dos Pescadores, píer do Saco da Ribeira e píer de Itaguá), onde haverá balanças para pesagem.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Unidade de Conservação Ambiental


As unidades de conservação são porções delimitadas do território nacional, especialmente protegidas por lei por conter elementos naturais de importância ecológica ou ambiental. Em geral, ao se definir uma área a ser protegida, são observadas suas características naturais e estabelecidos os principais objetivos de conservação e o grau de restrição à intervenção humana no ambiente.
Infelizmente, na prática todas essas considerações são ignoradas. Visto que em artigo publicado no Jornal Correio Popular deste domingo, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) vem ignorando sistematicamente a lei e deixando as unidades de conservação (UC) sem regras de ocupação, abrindo caminho para a devastação dos últimos remanescentes de Mata Atlântica existentes na região. Nenhuma das seis unidades de conservação da RMC tem plano de manejo, o que faz com que essas áreas especialmente protegidas por lei (por causa de seus elementos naturais de importância ambiental), fiquem sem regras. Sendo que preservar os ecossistemas e fazer um zoneamento adequado, evita as construções que podem afetar o meio ambiente.
A ausência de um plano de manejo sem respeito às Leis ambientais, forma um desequilíbrio que afeta a todos nós, principalmente com as enchentes que acontecem no mês de janeiro e que estamos acompanhando em noticiários. A falta de um planejamento urbano delimitando as áreas construídas complica a estabilização ecológica. O desmatamento sem estudo de área, implicando no fortalecimento do solo, é o maior motivo para tanto caos em temporada das chuvas.
Lembrando que somos parte deste planeta e destruí-lo, significa destruir a nós mesmo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Reserva legal não deve ser impedimento



A luta pela preservação do meio ambiente é um desafio constante que exige a aplicação de legislação específica, trabalho intenso de fiscalização, dedicação de ambientalistas e desenvolvimento de tecnologia que vise tornar sustentável o crescimento econômico em harmonia com o ambiente. As sucessivas agressões à natureza criaram um estado crítico de degradação que cobra ações de contenção e de recuperação.

A criação do Código Florestal data de 43 anos e estabelece como meta razoável a Reserva Legal (RL) de 20% das propriedades rurais para o plantio de vegetação nativa ou espécies exóticas, no caso do Estado de São Paulo. A Reserva foi instituída com o objetivo de promover a recuperação florestal tendo em vista a recomposição ambiental e ecológica, priorizar a biodiversidade e proteger fauna e flora que dependem de equilíbrio para existirem. A reserva legal é uma área a ser destinada nas propriedades além da de preservação permanente.Para se ter ideia da extensão do problema, no Estado de São Paulo das 230 mil propriedades rurais, 200 mil têm Reserva Legal em percentual abaixo dos 20% exigidos pelo Código Florestal Brasileiro. Através de Decreto publicado no início do ano passado, os agricultores paulistas têm a opção de utilizar espécies exóticas para cumprir a meta legal.

Embora o código que regulamenta o assunto exista há quase meio século, o assunto é cercado de muita polêmica. O setor agroindustrial argumenta com possíveis prejuízos pela redução da área produtiva e pretende discutir os critérios de regeneração e compensação da RL no Estado de São Paulo. Ao contestar a legislação estadual, as entidades de representação do setor querem promover a discussão da matéria apenas após a aprovação dos projetos de lei de alteração do Código Florestal, que estão em tramitação na Câmara de Deputados. Ambientalistas alegam que a recuperação e manutenção florestal pode se dar de forma sustentável, inclusive com a autorização para uso de espécies exóticas, o que pode permitir o extrativismo madeireiro ou exploração do turismo rural, amenizando o impacto pela perda de parte da área agriculturável. Há, ainda, a possibilidade de se constituir o percentual legal em região fora da propriedade original, respeitados os limites legais.

Enquanto a discussão se acirra com a proximidade do prazo final para a averbação da RL em cartório, atendendo decisão do Ministério do Meio Ambiente, estreita-se o espaço para se buscar soluções alternativas que possam conciliar as atividades do agronegócio e a premente necessidade da preservação ambiental. O que não se pode perder de vista é a importância da matéria, que representa a própria subsistência da atividade rural, através da conservação de mananciais, de fauna nativa, e é importante aliada do esforço de recuperação ambiental, que cria um ciclo de vida com reflexos sobre a atividade produtiva. E que o setor público não se isente da responsabilidade de cumprir a sua parte no sentido de restabelecer as florestas nativas.


Obs.: informações tiradas do Jornal Correio Popular


Art. 225 da Constituição federal:


"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".